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Prefeitura de Guarapuava cumpre prazo e exonera seis por nepotismo

 
A Prefeitura de Guarapuava, na região central do Paraná, exonerou seis funcionários nesta segunda-feira (27). A administração pública acatou a medida cautelar da 2ª Vara da Fazenda Pública, divulgada no dia 23, que determinava a exoneração de sete servidorespor nepotismo. Foram seis demissões porque uma das servidoras que deveria ser exonerada já tinha pedido demissão em agosto deste ano. A prefeitura teve um prazo de 72 horas para agir sob pena de multa diária de R$ 15 mil.

Foram exonerados o diretor de Departamento Rodoviário na Secretária Municipal de Viação, Obras e Serviços Urbanos, Odilson José Dominico, o diretor de departamento da Secretaria Municipal de Finanças, Amós Emanuel de Andrade Campos, o assessor de assuntos comunitários na Secretaria Executiva Municipal, Guilherme Jaskulski Ortiz, a chefe do Departamento de Acolhimento Familiar e Ações em Meio Aberto da Fundação PROTEGER, Tatyana da Costa Mezzadri, e a procuradora-geral da Fundação PROTEGER, Thanmara Espíndola Amaral. A prefeitura informou que não há previsão para a nomeação de novos servidores para os cargos.

A prefeitura recorreu mediante agravo de instrumento, recurso utilizado quando uma decisão pode causar grave lesão a uma das partes. A concessão de efeito suspensivo, que cessaria os efeitos da decisão, foi negada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Agora, a administração pública aguarda o julgamento em definitivo do recurso.

Entenda o caso
Uma investigação do Ministério Público da Comarca de Guarapuava, apontou que secretários e diretores usaram a influência do cargo para nomear parentes para funções dentro da prefeitura.

Entre os réus, estão o prefeito Cesar Augusto Carollo Silvestri Filho, o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e de Trânsito Ivanês Josefi, o secretário municipal de Finanças, Anderson Luis Neitzke, e as ex-secretárias Cristiane de Cássia Karpstein e Sandra Zanete. Apenas as nomeações feitas pelo prefeito somam um prejuízo de mais de R$ 360 mil aos cofres públicos. Ele já tinha sido notificado pelos casos de nepotismo em janeiro de 2013 pelo Ministério Público do Tribunal de Contas do Paraná.

O juiz Adriano Eyng pediu que cada réu pague uma multa. Eles devem devolver de duas a três vezes o valor do montante gasto em salários para os cargos. Além de pagar multa, a exoneração dos sete funcionários fazia parte das deteminações judiciais.

Via G1 Paraná

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